O cloud computing já não é o futuro dos videojogos

Artigo publicado na Newsletter Hoje, organizada por Paulo Querido.

Há relativamente pouco tempo a computação em nuvem era o tema quente na área dos videojogos. A ideia de passar o processamento para super-servidores remotos que usariam as cada vez melhores ligações de banda larga dos consumidores para fazer chegar a imagem (output) a casa do jogador em tempo (quase) real permitia a alguns arriscar uma revolução na indústria: deixaria de ser necessário ter uma consola ou um computador, para jogar bastaria ligar um comando à TV.

E de facto assim foi. O OnLive chegou a ser o principal fornecedor deste serviço ao cliente final, mas falhou em estabelecer o seu modelo de negócio e acabou por fechar em 2014. O seu principal concorrente, Gaikai, já havia sido comprado pela Sony em 2012, para ser integrado na PlayStation.

Contudo, o que é hoje o PlayStation Now limita-se ao papel secundário de suprir um ponto fraco da consola: a falta de retrocompatibilidade com os jogos da PS3. Só que os consumidores têm demonstrado pouca vontade em pagar mais uma mensalidade para jogar um catálogo de jogos antigos (que porventura até poderão jogar na sua consola antiga), principalmente quando o acesso à componente de jogo online na Playstation 4 já requer uma mensalidade base. Por cá temos ainda o MEO Jogos, que nem um papel secundário chega a ter.

Tanto a cloud como a tecnologia de streaming ganharam um papel importante na indústria: permitem por exemplo guardar o progresso do jogador em rede, fazer streaming de uns aparelhos para os outros (PSVita-PS4, PC-televisão da sala), ou ainda fazer streaming para todo o mundo através de plataformas como o Twitch. Mas a antecipada revolução do cloud computing ficou por fazer. Quem sabe um dia...

Aprofundar

A final nail in the coffin of cloud streaming   The much-vaunted Power Of The Cloud isn't actually changing anything about the games and experiences themselves • Rob Fahey/gamesindustry.biz

PlayStation Now is a tech miracle, but it's no Netflix for games  I used PS Now on the PlayStation 4 almost exclusively for a week and by the time my seven-day trial was set to expire, I still couldn't find a compelling reason to pay for the service -- let alone recommend it to a friend. • Timothy J. Seppala/Engadget

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